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Anthus chacoensis

Anthus chacoensis

Zimmer, JT, 1952
Cachirla Trinadora
Pampas Pipit

Família: Motacillidae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Registros de Camino Rural

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


É uma ave de pequeno porte, pertencente à família Motacillidae, caracterizada por sua plumagem altamente mimética e hábitos essencialmente terrestres, medindo entre 12,5 e 13,5 centímetros de comprimento total. Seu dorso apresenta tons de marrom-arenoso com estrias escuras e enegrecidas bem definidas, o que lhe garante uma camuflagem perfeita em meio à vegetação campestre. As partes inferiores são de coloração esbranquiçada a ocre-pálido, decoradas com estrias escuras e finas concentradas no peito e nos flancos. Destaca-se na cabeça uma visível sobrancelha esbranquiçada que contrasta com o topo da cabeça finamente estriado. A cauda, de comprimento moderado, possui as penas retrizes externas brancas, detalhe diagnóstico fundamental que se torna visível durante o voo. O bico é fino e pontiagudo, de cor córnea com base amarelada, enquanto suas pernas são longas e de tonalidade rosada ou amarelada, adaptadas para caminhar e correr pelo solo.

Distribuição geográfica: Trata-se de uma espécie endêmica das regiões abertas da América do Sul meridional, habitando as planícies do Chaco úmido e os campos pampeanos. Sua área de reprodução concentra-se principalmente no norte e centro da Argentina (províncias de Formosa, Chaco, Santa Fe, Córdoba e Buenos Aires) e no centro-sul do Paraguai. Durante o período de inverno austral, realiza migrações sazonais em direção ao nordeste, alcançando o sul do Brasil (no estado do Rio Grande do Sul) e potencialmente áreas limítrofes do Uruguai, utilizando o corredor de pastagens temperadas e subtropicais.

Ambiente: Habita estritamente campos limpos, pastagens nativas e savanas, demonstrando preferência por terrenos planos com cobertura herbácea de altura baixa a média, frequentemente associada a touceiras de capim (Elionurus spp.). Evita formações arbóreas densas e matagais fechados, necessitando de uma estrutura específica de microhabitat onde existam pequenas áreas de solo exposto para caminhada e busca de alimento, alternadas com vegetação densa para proteção contra predadores.

Alimentação: Apresenta uma dieta majoritariamente insetívora. Alimenta-se caminhando calmamente pelo solo, realizando corridas curtas e rápidas para capturar suas presas. Consome uma ampla gama de invertebrados terrestres, como besouros, gafanhotos, formigas, aranhas e larvas de insetos diversos. Em períodos de menor abundância de presas, especialmente durante o inverno, pode consumir oportunisticamente pequenas sementes de gramíneas silvestres.

Comportamento: É uma espécie extremamente discreta, solitária e silenciosa, difícil de ser avistada a menos que seja assustada ou esteja em atividade de canto. Quando ameaçada, prefere agachar-se e correr rapidamente entre o capim alto a voar; caso seja forçada a decolar, realiza um voo curto e ondulado antes de se ocultar novamente na vegetação. Durante o período reprodutivo, os machos realizam um notável voo de exibição nupcial, subindo a grandes altitudes e descendo em planeio com as asas em formato de "V", enquanto emitem um canto sibilante e melodioso.

Nidificação: Constrói seu ninho exclusivamente no solo, perfeitamente camuflado sob touceiras de gramíneas ou sob ramos densos de plantas herbáceas. O ninho possui o formato de uma taça rasa e é feito com fibras vegetais e capim seco, com o interior revestido por materiais mais finos e pelos de mamíferos. A fêmea realiza a postura de 3 a 4 ovos de coloração esbranquiçada ou cinza-esverdeada, densamente salpicados de manchas marrons, cinzas e oliváceas, o que garante excelente mimetismo contra predadores terrestres.

Categoria de conservação: Encontra-se listada globalmente na categoria Vulnerável (VU) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A principal ameaça à sobrevivência da espécie é a perda contínua, degradação e fragmentação de seu habitat decorrentes da conversão de campos nativos para a agricultura intensiva (principalmente plantações de soja), pecuária sobrepastoreada, queimadas constantes e silvicultura comercial com espécies exóticas como pinus e eucaliptos.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 08/10/2026




Distribuição geográfica


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ID de Fotografia: 477131
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20/12/2021
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152405620/12/2021ArgentinaCórdobaCamino Rural, General RocaJorge Schlemmer
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Anthus chacoensis – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 08/10/2026.