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Anas bahamensis

Marreca-toicinho


Anas bahamensis

Linnaeus, C, 1758
Pato Gargantilla
White-cheeked Pintail

Família: Anatidae
Ordem: Anseriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Registros de Gorchs

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


É uma ave anatídea de tamanho médio que apresenta um comprimento corporal entre 38 e 51 centímetros e peso corporal variando de 400 a 700 gramas. A característica morfológica mais marcante e diagnóstica deste táxon é o forte contraste entre suas bochechas e garganta brancas e o topo da cabeça de cor marrom-escura. O bico é altamente distintivo, possuindo uma coloração cinza-azulada adornada por uma mancha vermelha brilhante em ambos os lados da base da mandíbula superior. A plumagem do corpo é predominantemente parda com manchas escuras, conferindo-lhe um padrão escamado. Em voo, exibe um espéculo verde-metálico orlado por faixas canela-claras. A cauda é longa e afilada, de tom bege-claro. O dimorfismo sexual é discreto, sendo os machos ligeiramente maiores e com o espéculo e as cores do bico um pouco mais intensos que os das fêmeas.

Distribuição geográfica: Distribui-se amplamente pelas regiões neotropicais, habitando as ilhas do Caribe, grande parte da América do Sul e ocorrendo também de forma localizada na Flórida. São reconhecidas três subespécies: Anas bahamensis bahamensis, presente nas Bahamas e demais ilhas caribenhas; Anas bahamensis rubrirostris, amplamente distribuída desde o sul do Brasil e Bolívia até o centro da Argentina e Chile; e Anas bahamensis galapagensis, que ocorre de maneira endêmica no arquipélago de Galápagos.

Ambiente: Habita preferencialmente corpos de água salobre e hipersalina ao longo das regiões costeiras. É comumente encontrada em manguezais, lagoas costeiras, estuários, salinas e marismas influenciadas pelas marés. Embora tenha uma forte preferência por ambientes salinos, pode ocupar ocasionalmente lagoas de água doce, banhados e áreas agrícolas inundadas próximas ao litoral, especialmente em períodos de seca extrema ou escassez de recursos costeiros.

Alimentação: Apresenta uma dieta onívora com predominância de itens de origem vegetal. Alimenta-se principalmente de sementes, folhas e raízes de plantas aquáticas, além de algas. Essa dieta é complementada com pequenos invertebrados aquáticos, tais como moluscos, crustáceos, insetos e suas larvas. Obtém o alimento filtrando a lama superficial ou realizando o comportamento de mergulho parcial, mantendo o corpo inclinado verticalmente com a cauda para cima para alcançar o fundo das lagoas rasas.

Comportamento: É uma espécie gregária que costuma formar pequenos grupos familiares ou bandos de 10 a 30 indivíduos, podendo agregar centenas de espécimes em locais com alta disponibilidade de recursos ou durante a muda de plumagem. Não realiza migrações sazonais de longa distância, mas é altamente nômade em nível regional, deslocando-se em resposta à disponibilidade de água decorrente dos regimes de chuvas locais. Seu voo é veloz e reto. Em termos de vocalização, é uma ave relativamente silenciosa; os machos emitem um assobio suave durante as exibições de cortejo, enquanto as fêmeas emitem um grasnido fraco e áspero.

Nidificação: A reprodução é oportunista e intimamente ligada à estação chuvosa de cada região. O ninho é estabelecido diretamente no solo, sempre camuflado sob vegetação herbácea densa nas proximidades da água. Trata-se de uma depressão rasa forrada com folhas secas, gravetos e uma quantidade generosa de plumas que a fêmea retira do próprio peito. A postura varia de 5 a 12 ovos de cor creme a bege. A incubação é realizada exclusivamente pela fêmea e dura de 25 a 26 dias. Os filhotes são nidífugos, abandonando o ninho poucas horas após a eclosão para serem acompanhados por ambos os pais, adquirindo capacidade de voo e independência entre os 45 e 60 dias de vida.

Categoria de conservação: Está classificada globalmente como Pouco preocupante (LC) na Lista Vermelha da UICN, devido à sua ampla área de distribuição e ao tamanho populacional global considerado estável. No entanto, em nível local, algumas subespécies e populações insulares sofrem impactos significativos decorrentes da degradação de manguezais, expansão urbana desordenada em zonas costeiras e predação de ovos e filhotes por mamíferos introduzidos, como ratos, gatos domésticos e saca-rabos.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 22/07/2026




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241095105/01/2026ArgentinaBuenos AiresEa la 37, GorchsRicardo Juliano
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Marreca-toicinho (Anas bahamensis) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 26/09/2026.