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Amazonetta brasiliensis

Marreca-ananaí


Amazonetta brasiliensis

(Gmelin, JF, 1789)
Pato Cutirí
Brazilian Teal

Família: Anatidae
Ordem: Anseriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Anas brasiliensis.

Subespécies:





Filtros


Registros de Reserva ecologica

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Apresenta uma silhueta elegante com um comprimento corporal que varia de 35 a 40 centímetros e peso corporal situado entre 350 e 600 gramas. Esta espécie exibe um claro dimorfismo sexual secundário, perceptível principalmente na coloração de suas partes moles. O macho adulto destaca-se pelo seu bico de cor vermelho-carmim brilhante e pernas de tonalidade idêntica, enquanto a fêmea possui o bico cinza-escuro ou chumbo, acompanhado de manchas brancas conspícuas na base do bico e ao redor da região ocular. A plumagem geral de ambos os sexos é predominantemente marrom-pardacenta, com o peito e as laterais do corpo mais claros e levemente cariajados. Em voo, revela um belíssimo especulo alar verde-azulado metálico com margens brancas e pretas, o qual serve como uma marca de campo altamente confiável para o reconhecimento taxonômico na natureza.

Distribuição geográfica: Distribui-se amplamente pelas planícies da América do Sul, a leste da cordilheira dos Andes. Sua área de ocorrência estende-se desde o norte da Colômbia, Venezuela e as Guianas, cobrindo a quase totalidade do território brasileiro e da Bolívia, até alcançar as regiões de clima temperado do Paraguai, Uruguai e norte e centro da Argentina. São reconhecidas duas subespécies distintas: a forma nominal Amazonetta brasiliensis brasiliensis, que ocorre nas bacias tropicais e subtropicais mais ao norte do continente, e Amazonetta brasiliensis ipecutiri, caracterizada por apresentar dimensões corporais ligeiramente maiores, cuja distribuição estende-se em direção ao sul temperado do Cone Sul.

Ambiente: Ocorre em uma ampla variedade de ecossistemas de água doce, demonstrando preferência por corpos d´água lênticos. É comumente encontrada em lagoas rasas, brejos, savanas inundáveis, banhados, riachos de correnteza lenta e poças temporárias formadas pelas chuvas sazonais. Embora tenha predileção por ambientes ricos em vegetação palustre e flutuante que oferecem refúgio contra predadores, exibe grande plasticidade ecológica, adaptando-se com sucesso a ambientes modificados pela ação humana, tais como represas artificiais, tanques de piscicultura e canais de irrigação agrícola, desde que haja vegetação marginal densa nas proximidades.

Alimentação: Possui um regime alimentar onívoro e oportunista, adaptando o consumo de nutrientes conforme a disponibilidade sazonal de recursos. Sua dieta consiste em uma mistura equilibrada de matéria vegetal e invertebrados aquáticos. Consome ativamente sementes de plantas aquáticas, brotos, raízes e folhas de macrófitas, complementando sua nutrição com a captura de insetos aquáticos, larvas, moluscos, pequenos crustáceos e, ocasionalmente, girinos. Alimenta-se principalmente através da técnica de filtragem na superfície da água ou inclinando o corpo para a frente (dabbling), mantendo a cauda para cima e a cabeça submersa para alcançar o substrato lodoso.

Comportamento: Caracteriza-se por ser uma espécie tímida e discreta, que busca abrigo constante junto à vegetação das margens. Costuma ser avistada em casais monogâmicos ou em pequenos grupos familiares de três a quinze indivíduos, sendo raro o avistamento de grandes bandos, exceto em períodos de seca severa quando se concentram nos corpos d´água remanescentes. Trata-se de uma ave predominantemente sedentária, que realiza apenas deslocamentos locais em resposta às variações hidrológicas do ambiente. Possui um voo rápido e direto e, quando assustada, vocaliza de forma típica: o macho emite um assobio fino e agudo, enquanto a fêmea responde com um grasnido áspero e grave.

Nidificação: Ocorre de forma oportunista ao longo do ano, sendo fortemente influenciada pelo regime de chuvas de cada região, com picos reprodutivos observados durante a primavera e o início do verão. Constrói um ninho em formato de tigela profunda utilizando gramíneas e folhas secas, cujo interior é cuidadosamente revestido com plumas macias que a fêmea retira de seu próprio peito. O ninho é instalado no solo, sob vegetação densa para garantir camuflagem ideal, ou sobre tapetes de vegetação flutuante. A postura varia de 6 a 12 ovos de cor creme. A incubação é realizada exclusivamente pela fêmea por um período de 25 a 28 dias, enquanto o macho permanece vigiando o território e atua ativamente na condução e defesa dos filhotes nidífugos após o nascimento.

Categoria de conservação: Está classificada mundialmente na categoria de Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Essa avaliação baseia-se em sua ampla distribuição geográfica, estabilidade populacional e adaptabilidade a ambientes alterados. Contudo, populações locais enfrentam ameaças contínuas decorrentes da degradação e perda de áreas úmidas devido ao avanço da fronteira agrícola, poluição da água por defensivos agrícolas e caça ilegal, tornando cruciais as ações de conservação dos habitats de água doce.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 12/07/2026





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✍ Hugo A. Rodriguez
📅 29/09/2012 21:06





Distribuição geográfica


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
252747713/09/2026ArgentinaCiudad Autónoma de Buenos AiresReserva ecológica costanera sur, Reserva ecologica2Gabriel Carbajales
252476025/08/2026ArgentinaCiudad Autónoma de Buenos AiresReserva ecológica costanera sur, Reserva ecologica12Gabriel Carbajales
245846026/03/2026ArgentinaCiudad Autónoma de Buenos AiresReserva ecológica costanera sur, Reserva ecologica7Gabriel Carbajales
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Marreca-ananaí (Amazonetta brasiliensis) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 14/09/2026.