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Alectrurus risora

Tesoura-do-campo


Alectrurus risora

(Vieillot, LJP, 1824)
Yetapá de Collar
Strange-tailed Tyrant

Família: Tyrannidae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Muscicapa risora.





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Registros de Camino del Camba Trapo (entre Rp40 y Camba Trapo)

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Vulnerável


Descrição


Trata-se de uma ave passeriforme de beleza singular pertencente à família Tyrannidae, caracterizada por um dimorfismo sexual extraordinariamente acentuado. Durante a época de reprodução, o macho adulto atinge cerca de 30 centímetros de comprimento total, sendo que quase dois terços dessa extensão correspondem às suas duas plumas externas da cauda extremamente modificadas. Estas retrizes são largas, de coloração preto-escura, com a base desprovida de barbas e uma extremidade larga em formato de raquete. O dorso do macho apresenta um tom preto-brilhante, contrastando fortemente com a região ventral branca e um colar peitoral preto. Um detalhe anatômico único é que, no período reprodutivo, o macho perde as penas da garganta, revelando uma pele nua de cor laranja-avermelhada brilhante. A fêmea, por sua vez, é bem menor, medindo cerca de 20 centímetros, possui cauda sensivelmente mais curta e menos vistosa, plumagem dorsal predominantemente parda e estriada, e não apresenta a área de pele gular exposta.

Distribuição geográfica: É uma espécie endêmica das savanas e campos abertos do sul da América do Sul. Historicamente, sua área de ocorrência englobava o sul do Brasil, o oeste do Uruguai, o centro-leste da Argentina e o leste do Paraguai. Atualmente, devido à perda drástica de habitat, sua distribuição geográfica está extremamente reduzida e fragmentada. As populações remanescentes mais viáveis encontram-se no nordeste da Argentina, principalmente nas províncias de Corrientes e Formosa, e no sul do Paraguai, sendo considerada uma espécie criticamente ameaçada ou possivelmente extinta no estado do Rio Grande do Sul no Brasil, assim como em território uruguaio.

Ambiente: Ocorre exclusivamente em ecossistemas de campos limpos, pastagens úmidas e savanas temperadas ou subtropicais. Demonstra uma preferência restrita por pastagens altas e densas que contam com vegetação herbácea nativa que ultrapassa um metro de altura, geralmente próximas a banhados, várzeas ou cursos d´água. Evita rigorosamente áreas submetidas ao pastoreio intensivo de gado ou convertidas para a agricultura mecanizada.

Alimentação: Sua dieta é estritamente insetívora. Alimenta-se de uma ampla variedade de pequenos invertebrados, capturando principalmente ortópteros como gafanhotos e grilos, coleópteros como besouros, e lagartas de diversas famílias de mariposas. Utiliza técnicas de caça ativas baseadas em voos curtos a partir de poleiros elevados, capturando os insetos em pleno voo ou recolhendo-os diretamente das partes superiores das gramíneas nativas.

Comportamento: Apresenta comportamento gregário fora do período reprodutivo, unindo-se em pequenos bandos de caráter familiar. O aspecto mais marcante de seu comportamento ocorre na primavera, quando os machos realizam exibições aéreas espetaculares para atrair as fêmeas. Voam verticalmente de forma pesada, fazendo com que sua enorme cauda ondule de maneira chamativa enquanto inflam a pele colorida da garganta e emitem cantos discretos. Costuma empoleirar-se conspicuamente no topo das hastes de capim para vigiar o território contra intrusos.

Nidificação: A reprodução ocorre de forma sazonal entre os meses de setembro e janeiro. Constrói um ninho em formato de taça aberta, elaborado cuidadosamente com fibras vegetais delicadas, raízes e teias de aranha, posicionado bem próximo ao solo ou completamente camuflado no interior de touceiras densas de capim alto. A postura consiste em dois a três ovos de coloração creme com pequenas manchas avermelhadas. A incubação é realizada apenas pela fêmea, contudo, ambos os sexos colaboram na defesa territorial e na alimentação dos filhotes.

Categoria de conservação: Está classificado globalmente como Vulnerable (VU) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Suas populações estão em declínio acentuado devido à substituição dos campos nativos por monoculturas de soja, reflorestamentos com espécies exóticas de Pinus e Eucalyptus, queimadas sazonais descontroladas e degradação provocada pelo sobrepastoreio bovino.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 12/08/2026




Distribuição geográfica


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
93332414/05/2019ArgentinaCorrientesCamino del Camba Trapo (entre Rp40 y Camba Trapo)Dora Virginia Montenegro
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Tesoura-do-campo (Alectrurus risora) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 15/09/2026.