Aegithalos caudatus, comummente conhecido como
chapim-rabilongo ou
chapim-rabilongo-comum, é uma ave passeriforme, classificada na superordem Passeri, subordem Passerida e família Aegithalidae, encontra-se nos bosques e florestas de grande parte da Península Ibérica. Ainda que pertença a uma família distinta dos "verdadeiros" chapins, a família Parus, estas duas famílias estão intimamente relacionadas.
Nomes comuns: Além de «chapim-rabilongo», esta espécie também é conhecida como:
colher,
foguete,
quissarro,
rabilongo (não confundir com a espécie
Cyanopica cyanus, que consigo partilha este nome) e
rabo-de-foguete.
Etimologia: Do que toca ao nome científico:
- O nome genérico, Aegithalus, provém do grego antigo, tendo sido empregue por Aristóteles para aludir a várias espécies de chapins, incluindo o chapim-rabilongo.
- O epíteto específico, caudatus, por seu turno, provém do latim medieval e significa «provido de caudal».
Distingue-se pela sua cauda, com cerca de oito a nove centímetros, mais longa que o resto do corpo. Mede cerca de 13 cm a 16 cm (do bico à cauda) e tem um peso de cerca de dez gramas. Sobressai pelo seu inconfundível corpo, que se assemelha a uma pequena bola rechonchuda, de peito e abdómen de coloração clara e bico e patas escuras.
No norte da Europa existe a subespécie
A. c. caudatus que apresenta cabeça branca e as asas quase todas brancas, enquanto a subespécie
A. c. rosaceus, na Europa ocidental, é caracterizado por uma larga faixa escura em arco por cima do olho, as escapulares de cor amarela rosada intensa, uropígio e painéis das asas esbranquiçados. Na Europa central existem populações de formas mistas das duas formas. Os juvenis apresentam as bochechas e o pescoço escuros, não apresentando os flancos rosáceos como os adultos.
Os rabilongos na Península Ibérica são mais escuros, com os lados da cabeça riscados, os flancos de cor de vinho e o dorso quase preto, com a cauda comparativamente mais curta.
Distribuição: Distribui-se desde a Europa do norte até à região mediterrânica e à Ásia.
Portugal: Em Portugal continental chega a ser abundante a nível local, sobretudo no interior norte do território.
Ecologia: Encontra-se em matas mistas, orlas ripícolas, jardins, parques e bosques caducifólios abertos e mistos, preferindo as aveleiras e arbustos.
Alimentação: No verão alimentam-se principalmente de pequenos insectos e aracnídeos mas não rejeitam rebentos e pequenos frutos. No inverno alimentam-se de sementes gordas.
Gregarismo: Durante o inverno é frequentemente avistado em companhia de outros chapins, mas sempre em pequenos bandos. Não é demasiadamente territorial, fazendo por vezes ninhos próximos uns dos outros.
Vocalização: Os chamamentos são um "tserr" áspero, semelhante ao da carriça, um "tett" chiado e um "srii-srii-srii". O canto é um trinado fraco, monótono, "sii uiuiuiuiui", semelhante ao do chapim-azul.
Ninho: Constrói ninhos muito elaborados em forma de bolsa e com entrada lateral, usando musgo, pelos de animais e penas, fixando o conjunto com teias de aranha. O ninho é ampliado conforme as crias vão crescendo.
Postura e ovos: A postura consiste em oito a doze ovos brancos com pintas vermelhas.
Incubação: Os ovos são incubados durante 12 a 14 dias.
1º voo: As crias estão prontas a voar ao fim de 12 a 14 dias.