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Acrocinus longimanus

Besouro Da Figueira


Acrocinus longimanus

(Linnaeus, 1758)
Escarabajo Arlequín

Família: Cerambycidae
Ordem: Coleoptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Descrição


Acrocinus longimanus (denominado popularmente, em português (BRA)ː arlequim, arlequim-da-mata, arlequim-grande, arlequim-de-caiena, besouro-da-figueira e broca-da-jaqueira; em castelhanoː escarabajo arlequín (COL; VEN), aserrador arlequín (VEN), arlequín de cayena (ARG); em inglêsː harlequin beetle) é um inseto da ordem Coleoptera e da família Cerambycidae, subfamília Lamiinae; um besouro cujo habitat são as florestas tropicais da região neotropical, desde o sul do México até o Brasil e norte da Argentina, incluindo as ilhas caribenhas de Trindade e Tobago; mas não avistado no Chile e no Uruguai.

A espécie fora descrita em 1758, por Carolus Linnaeus, com a denominação Cerambyx longimanus, em sua obra Systema Naturae (com sua localidade-tipo descrita como America), sendo a única espécie do gênero Acrocinus (táxon monotípico), criado por Johann Karl Wilhelm Illiger em 1806; apresentando dimorfismo sexual aparente, com machos possuindo suas pernas anteriores muito mais desenvolvidas que as das fêmeas, chegando a atingir duas vezes o comprimento de seus corpos e podendo exibir certo grau de curvatura e cerca de 15 centímetros; daí provindo o seu epíteto específico latinoː longimanus. Está relatado que eles usam suas pernas dianteiras em brigas com outros machos para monopolizar locais adequados de acasalamento e para a oviposição das fêmeas, mantendo suas pernas perpendiculares ao corpo e dando cabeçadas e mordidas em seus rivais.

 Machos e fêmeas possuem a mesma coloração vistosa, porém eficiente para se camuflar na casca dos troncos cobertos de líquens e fungos das árvores onde se aninham; sendo besouros grandes, com comprimento de corpo variando de 4,3 a 7,5 ou 7,6 centímetros e dotados de antenas pretas e filiformes, mais longas que o comprimento do corpo, com pequenas manchas alaranjadas nas suas junções; além de protórax com tubérculos longos, em forma de espinhos, um de cada lado, e élitros com fundo preto e padrões simétricos em amarelo-esverdeado a laranja-avermelhado (o que lhes valeu a denominação de "arlequim"), além de serem cobertos por densa pubescência. O comprimento das pernas dianteiras dos machos é duas vezes maior que o comprimento das pernas dianteiras das fêmeas, que não apresentam a grande curvatura dos machos em sua porção superior.

Som: Este inseto é capaz de produzir um som audível aos seres humanos, quando manipulado ou importunado.

Biologia: Indivíduos adultos de Acrocinus longimanus possuem atividade diurna, mas também são atraídos pela luz artificial noturna. Sobre sua biologia escreveu Gregório Bondar, no texto "Novos pormenores sobre a biologia do arlequim-da-mata" (publicado em Chácaras & Quintais, São Paulo, vol. 34, p. 245-247, 1926), que esta espécie dá preferência por árvores definhadas ou em vias de se extinguir, atingidas pelo fogo, machado, ou recém derrubadas e que, na falta destas, podem aceitar árvores em perfeita saúde, também dando a sua maior preferência por árvores da família Moraceae. Nelas, as fêmeas desovam em média 11 e podendo variar, sua postura, de 8 a 20 ovos brancos e compridos; fazendo incisões horizontais de 2 centímetros, nos troncos, com suas mandíbulas e voando, depois, para outras paragens.

As larvas nascem entre 6 a 8 dias após a postura e se desenvolvem por 1 ou 2 anos até atingir a maturidade, fazendo galerias logo abaixo da casca e que aumentam com seu crescimento até atingir o lenho; possuindo, as larvas, uma forma cilíndrica, levemente ovalada, e medindo até 14 centímetros de comprimento quando desenvolvidas. A serragem decorrente desta atividade é expelida pelos orifícios de abertura, na casca, e se acumula na base dos troncos, até a formação da pupa; sendo que fêmeas as apresentam um pouco menores do que os machos. Antes da metamorfose a entrada da galeria é vedada contra o ataque de predadores. Os adultos são principalmente herbívoros, mas há casos em que se alimentaram de excrementos de animais.

Lista de espécies e gêneros de árvores utilizadas por larvas de A. longimanus: 
  • Couma guianensis (sorva ou sorveira) — Apocynaceae
  • Parahancornia fasciculata (amapá-amargoso) — Apocynaceae
  • Caryocar brasiliense (pequizeiro, piqui, piquiá e pequiá) — Caryocaraceae
  • Lonchocarpus spruceanus — Fabaceae
  • Lonchocarpus cultratus (embira-de-sapo) — Fabaceae
  • Enterolobium contortisiliquum (tamboril, timbaúva e outros nomes locais) — Fabaceae
  • Inga (ingá) — Fabaceae
  • Persea — Lauraceae
  • Ceiba speciosa (paineira) — Malvaceae
  • Guazuma ulmifolia (mutamba e diversos outros nomes locais) — Malvaceae
  • Artocarpus altilis (fruta-pão) — Moraceae
  • Artocarpus heterophyllus (jaqueira) — Moraceae
  • Bagassa guianensis — Moraceae
  • Brosimum — Moraceae
  • Castilla elastica (árvore-da-borracha-do-panamá) — Moraceae
  • Chlorophora — Moraceae
  • Ficus (figueira ou gameleira) — Moraceae
  • Maclura pomifera (laranjeira-de-osage e pau-d´arco) — Moraceae
  • Maclura tinctoria — Moraceae
  • Perebea mollis — Moraceae
  • Eucalyptus tereticornis (eucalipto) — Myrtaceae


Forésia: Nesta espécie é possível se avistar a forésia na presença de aracnídeos da ordem Pseudoscorpionida (pseudoescorpiões) pertencentes às espécies Cordylochernes scorpioides (a primeira descrita, em 1905), Parachelifer lativittatus e Lustrochernes intermedius, sob os seus élitros e asas; que se alimentam de pequenos ácaros que parasitam o besouro; sendo transportados, sem cair, graças aos fios de seda gerados por glândulas em suas garras.

Uso humano: Entre as principais ameaças do homem para esta espécie estão a destruição de seu habitat (desmatamento) e também, devido à sua aparência marcante, a coleta por colecionadores e entomologistas leigos ou estudantes. Apesar de sua aparência apossemática é um inseto sem perigo de manipulação. Na cultura popular do Brasil a espécie já estampou a capa do álbum "O Cair da Tarde", lançado em 1997 pelo cantor de MPB Ney Matogrosso.

Ver também: 
  • Arlequim-pequeno

Fonte: Wikipedia, artigo Acrocinus longimanus. Conteúdo adaptado da Wikipedia, disponível sob a licença CC BY-SA 4.0. Acessado em 15/07/2026.





Distribuição geográfica


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Fotografias da espécie

Quantidade: 3

Foto
ID de Fotografia: 419258
  Adulto

Ibague Zona De Boqueron
Tolima
Colômbia
14/11/2020
Orlando Tobar Vargas
Foto
ID de Fotografia: 311661
  Adulto

Sao Francisco Do Sul
Santa Catarina
Brasil
10/01/2019
Luis Orlando Krause


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Registros da espécie

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131170214/11/2020ColômbiaTolimaFinca Rancho Toledo, Ibague Zona De BoqueronOrlando Tobar Vargas
87169910/01/2019BrasilSanta CatarinaEnseada, Sao Francisco Do SulLuis Orlando Krause
145709230/11/2008ArgentinaMisionesParque Provincial Puerto PenínsulaErnesto Krauczuk
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Besouro Da Figueira (Acrocinus longimanus) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 14/09/2026.