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Accipiter striatus

Gavião-miúdo


Accipiter striatus

Vieillot, LJP, 1808
Esparvero Común
Sharp-shinned Hawk

Família: Accipitridae
Ordem: Accipitriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Registros de Puerto Iguazú

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


É uma ave de rapina de pequeno porte que apresenta um dos dimorfismos sexuais de tamanho mais extremos do reino das aves, característica na qual as fêmeas chegam a ser até 50% maiores e sensivelmente mais pesadas do que os machos. Essa conformação física compacta é altamente especializada para a realização de voos acrobáticos e de alta precisão no interior de folhagens densas.

Os adultos de Accipiter striatus possuem a plumagem das partes superiores em um tom cinza-azulado-escuro, que contrasta de forma marcante com o peito e o ventre brancos, densamente barrados de ruivo ou canela. A cabeça exibe um barrete escuro bem definido e os olhos dos adultos maduros são de um marcante tom de vermelho-rubi, diferindo do amarelo brilhante característico dos indivíduos imaturos. A cauda é longa, estreita e de formato nitidamente quadrado na ponta, apresentando barras transversais escuras e uma fina extremidade branca. Suas asas são curtas, largas e arredondadas, perfeitamente adaptadas para acelerações rápidas. Os machos têm comprimento de 23 a 30 cm e peso entre 82 e 115 g, enquanto as fêmeas medem de 29 a 37 cm e pesam de 150 a 219 g.

Distribuição geográfica: Apresenta uma distribuição geográfica extremamente ampla que abrange quase todo o continente americano. Suas populações reprodutivas setentrionais estendem-se desde o limite norte das florestas no Alasca e Canadá, passando pela maior parte dos Estados Unidos e México. No inverno do hemisfério norte, as populações migratórias deslocam-se para o sul, alcançando a América Central e as ilhas do Caribe. Adicionalmente, existem subespécies residentes distribuídas ao longo das florestas montanas da América do Sul, habitando a cordilheira dos Andes desde a Venezuela até o norte da Argentina, bem como em áreas de florestas subtropicais no sul e sudeste do Brasil.

Ambiente: Ocorre predominantemente em ambientes florestais densos. Durante o período reprodutivo, demonstra uma forte associação com florestas de coníferas e fragmentos florestais mistos. Contudo, durante as migrações e nos meses de inverno, demonstra grande plasticidade ecológica, ocupando florestas decíduas, bordas de matas, capoeiras, parques urbanos e áreas residenciais arborizadas, onde frequentemente aproveita a abundância de presas atraídas por comedouros artificiais de aves.

Alimentação: Trata-se de um predador altamente especializado na captura de pequenas aves canoras, as quais representam mais de 90% de sua dieta. Suas presas mais frequentes incluem mariquitas, pardais, tordos e pequenos passeriformes. Para caçar, utiliza técnicas de emboscada baseadas no elemento surpresa, permanecendo empoleirado de forma discreta na vegetação densa antes de realizar um voo de perseguição extremamente rápido e ágil. Ocasionalmente, pode consumir pequenos mamíferos terrestres, morcegos e grandes insetos.

Comportamento: É uma espécie marcadamente tímida e de hábitos discretos, sendo difícil de ser visualizada quando empoleirada no interior do dossel. Seu estilo de voo consiste em batidas de asas rápidas e curtas intercaladas por um breve planeio. As populações das regiões temperadas realizam migrações diurnas de longa distância, reunindo-se em números impressionantes ao longo de cadeias montanhosas e faixas costeiras durante o outono e a primavera, utilizando correntes térmicas para poupar energia de voo.

Nidificação: A reprodução ocorre de forma estritamente territorial e solitária. O ninho é uma plataforma volumosa construída com gravetos de coníferas e forrada internamente com pequenos pedaços de casca de árvore. Ele é posicionado a grandes alturas, geralmente entre 6 e 20 metros do solo, camuflado na copa densa de uma árvore, geralmente bem próximo ao tronco principal. A fêmea realiza a postura de 3 a 5 ovos de coloração branco-azulada com manchas marrons. A incubação dura de 28 a 35 dias e é realizada quase exclusivamente pela fêmea, cabendo ao macho a tarefa de caçar e trazer alimento para o ninho.

Categoria de conservação: Atualmente, a espécie está classificada como Pouco preocupante (LC) pela Lista Vermelha da IUCN. Embora suas populações tenham sofrido quedas severas em meados do século XX devido ao uso de pesticidas agrícolas como o DDT (que causava o afinamento da casca dos ovos), elas demonstraram uma excelente recuperação após a proibição dessas substâncias. Atualmente, os principais desafios para a conservação da espécie residem na fragmentação florestal e nas colisões contra vidraças em áreas urbanizadas.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 01/08/2026





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Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Gavião-miúdo (Accipiter striatus) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 23/09/2026.